

Com o Plenário do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá totalmente lotado, a Coordenadoria de Igualdade, de Combate à Discriminação e de Promoção dos Direitos Humanos do TJAP realizou, na manhã desta sexta-feira (20), evento voltado à reflexão e ao debate sobre diversidade e equidade racial no âmbito do Poder Judiciário. A palestra, intitulada "Conscientização sobre Questões Raciais no Poder Judiciário", foi ministrada pelas ativistas da luta antirracista Edna Karla, servidora do TJAP, e Jéssica Thais no Plenário do TJAP – com transmissão ao vivo pelo Canal do Judiciário no YouTube.
A palestra pode ser conferida na íntegra aqui.
O coordenador da Coordenadoria de Igualdade, de Combate à Discriminação e de Promoção dos Direitos Humanos, desembargador Rommel Araújo, destacou que “o evento é para falar do princípio da igualdade, que passa por pessoas com deficiência locomotora, com dificuldade de compreensão ou interpretação e pessoas com diferentes origens raciais”.
“Em homenagem e respeito a vocês mulheres, mães, a nós homens, a nós brasileiros, a todos nós que temos a proteção constitucional da igualdade, fico muito feliz de abrir esse evento tão importante para os direitos humanos”, concluiu o desembargador Rommel Araújo.
O encontro contou com a participação de magistradas e magistrados, servidoras e servidores, estagiárias e estagiários, advogadas e advogados e membros da comunidade externa. O ciclo de palestras promoveu um espaço aberto ao diálogo, à troca de experiências e à sensibilização acerca das questões raciais.
As palestrantes Edna Karla Silva Mello, analista de Segurança da Informação do TJAP, professora de inglês, ativista da educação antirracista, militante do movimento negro e feminista, e Jéssica Thais, atriz, poeta, dramaturga, pesquisadora em Teatro Negro e Dramaturgias Amapaenses, além de produtora cultural e engajada na valorização das comunidades negras do Amapá, deram uma aula sobre a importância da promoção da igualdade racial e a valorização da diversidade.
“Apesar de ser uma palestra para falar de questões Raciais no Sistema de Justiça, também é um espaço para refletir sobre as minorias indígenas. Os fatos apresentados aqui são para entendermos desde o passado, período da colonização com o tráfico de negros vindos da África, também o Pós-Abolição e a construção do Racismo Estrutural, a miscigenação, Racismo Institucional e o papel do Judiciário, até o presente momento onde temos que pensar numa educação antirracista para trabalharmos a equidade racial. É importante lembrar uma fala da escritora Lélia Gonzales (1935-1994), quando diz: a gente não nasce negro, a gente se torna negro. É uma conquista dura, cruel e que se desenvolve pela vida da gente a fora. Aí entra a questão da identidade que você vai construindo”, ressaltou a palestrante Edna Mello.
“Eu começo minha fala apresentando a vida e as obras de Abdias do Nascimento, grande intelectual negro, ator, escritor, político e Ativista do Movimento Negro que criou o Teatro Experimental do Negro, na perspectiva de sanar problemática do racismo. Realizo pesquisas sobre esse autor há tempos na minha prática universitária, pois as estratégias antirracistas nascem devido a grandes problemas mediante ao racismo. Nós temos que fazer valer que somos todos iguais perante a lei”, declarou a segunda palestrante, Jéssica Thais.
– Macapá, 20 de junho de 2025 –
Secretaria de Comunicação do TJAP
Texto: Ivaldo Sousa
Arte: Flávio Lacerda
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