

Com o propósito de fortalecer a resistência e a igualdade racial, o Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), em parceria com a Associação dos Magistrados do Amapá (AMAAP) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), promoveu, no sábado (1º/11), a 5ª Caminhada Negra, em Macapá. O evento reuniu magistradas e magistrados, servidoras e servidores do Poder Judiciário e a sociedade civil em um percurso simbólico pelas ruas da capital, com concentração no Mercado Central Municipal e chegada à sede da União dos Negros do Amapá (UNA), no tradicional bairro do Laguinho.
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A iniciativa integra a política institucional antidiscriminatória do Poder Judiciário e faz parte da programação nacional alusiva ao Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro. Mais do que uma atividade esportiva, a Caminhada uniu as instituições no combate ao racismo e à desigualdade social, além de valorizar o protagonismo e o legado histórico da população negra amapaense e brasileira.
Durante o trajeto, os participantes passaram por pontos que representam a trajetória da população negra em Macapá, como a Fortaleza de São José de Macapá, Casa do Artesão, Museu Joaquim Caetano da Silva, Igreja Matriz, Praça Barão do Rio Branco, Casa do Maestro Oscar Santos, Poço do Mato e encerramento na UNA, espaço histórico de preservação e resistência cultural.
A juíza Elayne Cantuária, presidente da Comissão de Heteroidentificação do Poder Judiciário e responsável pela edição da Caminhada no Amapá, destacou o caráter pedagógico e político da ação.
“A caminhada representa uma luta, um combate ao racismo, mas também conta as histórias que contribuíram muito para todos esses pontos e suas edificações, e aqui no Amapá, nós temos a presença da comunidade negra em toda a cidade por meio desses lugares emblemáticos”, afirmou a magistrada.
Com ampla adesão da sociedade e apoio de diversas instituições públicas, a 5ª Caminhada Negra se posiciona como uma das ações permanentes de educação antirracista, respeito à diversidade e promoção da equidade racial.
“Hoje o segmento afro se apresenta forte em nosso estado, e eu observo a preocupação do TJAP ao realizar essa caminhada para tratar de questões contra o racismo, defender a biodiversidade e incentivar o empoderamento negro no Amapá, onde 76% da população se declara negra ou parda. Fico muito feliz por participar”, finalizou a participante e guia de turismo, Catia Rôla.
Mais sobre a data
O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, é feriado no Amapá e em outros cinco estados brasileiros (Alagoas, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul). A data homenageia Zumbi dos Palmares, líder do maior quilombo do período colonial, morto em 1695 após ser capturado e executado pelo bandeirante Domingos Jorge Velho. Zumbi tornou-se símbolo da resistência negra e da luta contra a escravidão no Brasil.
Mobilização nacional
A 5ª Caminhada Negra integrou a mobilização nacional coordenada pela AMB, que reuniu participantes em 14 capitais brasileiras neste sábado, 1º de novembro de 2025. Entre as cidades participantes estão Brasília (DF), Salvador (BA), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Palmas (TO) e Vitória (ES). Em Macapá (AP), São Luís (MA), Rio de Janeiro (RJ) e Belém (PA), as caminhadas ocorreram sob organização dos respectivos Tribunais de Justiça, em defesa da igualdade racial e na valorização da história afro-brasileira.
– Macapá, 3 de novembro de 2025 –
Secretaria de Comunicação do TJAP
Texto: Elton Tavares e Paulo Pennafort
Fotos: Jean Silva
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