

O Juizado da Infância e Juventude de Macapá — Área Cível e Administrativa, que tem como titular a juíza Stella Simonne Ramos, realizou, na segunda-feira (1º/12), por meio do Núcleo de Atendimento Psicossocial (NAP), mais um curso voltado a pretendentes habilitados e interessados na adoção. A formação, que ocorreu em período integral (manhã e tarde) na Escola Judicial do Amapá (EJAP), foi ministrada por um grupo multidisciplinar de profissionais: do NAP - o assistente social Breno Rafael Coelho de Souza, as psicólogas Daniele Verde dos Santos e Juliany Lopes de Castro e a estagiária de Psicologia Glenda Raissa Martins; do Hospital de Santana - a enfermeira Ana Karine Vieira Fonseca; e da Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude (CEIJ/TJAP), o servidor professor de Direito Ladilson Moita.
A iniciativa integra as ações de preparação obrigatória previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e tem como objetivo orientar os futuros pais sobre as etapas do processo de adoção, as configurações familiares contemporâneas e os desafios práticos da parentalidade, com o propósito de garantir que mais crianças e adolescentes tenham acesso a famílias seguras e acolhedoras.
A psicóloga Juliany Castro, do Juizado da Infância e Juventude, explica que o curso trabalha para desconstruir ideias preconcebidas sobre a adoção. “A gente precisa quebrar essa ideia idealizada, pois, muitas vezes, a pessoa quando se propõe a adotar, só espera o que há de melhor, mas aqui mostramos a realidade e os muitos desafios”, afirma.
Segundo ela, a formação aborda as pluralidades familiares, incluindo família monoparental, família nuclear, e famílias homoafetivas, bem como adoção de irmãos. Juliany acrescenta que também tratam de questões como adoção interracial e intercultural, preparando os pretendentes para as diferenças que podem surgir entre a família e a criança adotada.
“Quando eles preenchem aquele cadastro para adoção, eles têm uma pergunta sobre preferência à questão raça, etnia. Vou falar sobre adoção interracial e quais são os dificuldades que esses pais vão ter no momento de fazer esse tipo de adoção”, diz.
O curso também capacita os pretendentes a lidar com situações específicas, como crianças provenientes de instituições e filhos de usuários de substâncias psicoativas como exemplos das dificuldades que podem ser encontrados. “O curso vem exatamente nessa linha de preparar os pretendentes para saber manejar essas diferentes situações e o que eles podem fazer para diminuir esses impactos na criança para que elas consigam ter o desenvolvimento saudável”, complementou.
A enfermeira Ana Karine, especialista em pediatria e neonatologia, ministrou orientações sobre os cuidados essenciais com crianças recém-nascidas e maiores. Segundo ela, a abordagem prática do curso permite que os pretendentes obtenham informações diretas sobre aspectos fundamentais. “A importância dessa abordagem que nós fizemos, do cuidado com as crianças, desde bebê recém-nascido até já maior, seria para os pais mesmo terem um contato, porque como a maioria de primeira viagem, não tem outros cuidados com outras crianças”, afirma.
Ela enfatiza ainda a importância da interação durante as sessões. “Eu não gosto de só falar, eu gosto de escutá-los. Eu gosto que eles interajam comigo, fazendo perguntas, fazendo alguma abordagem necessária, tirar dúvidas deles, porque muitos vêm com muitas dúvidas sobre como cuidar, o leite que pode oferecer e que alimentos oferecer também para essa criança”, explica a enfermeira.
O curso, realizado em geral duas vezes por ano, ainda cobriu temas como higiene básica, alimentação infantil, atenção ao crescimento e ao desenvolvimento das crianças, além do acompanhamento oferecido pelo juizado nos primeiros meses após a adoção.
– Macapá, 2 de dezembro de 2025 –
Secretaria de Comunicação do TJAP
Texto: Aloísio Menescal e Fernanda Ferreira
Fotos: Andrew Punk
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