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Semana Nacional de Saúde: podcast Juízo em Saúde aborda neurodivergência, ergonomia e inclusão no ambiente de trabalho no primeiro dia do mutirão nacional

Publicada em 08/04/26 às 09:20h - 28 visualizações

por JudiciRádio


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 (Foto: JudiciRádio)

O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), por meio do Comitê Gestor Local de Atenção Integral à Saúde de Magistrados e Servidores da Justiça do Amapá (CIS-Jus), em parceria com a Secretaria de Comunicação do Tribunal de Justiça do Amapá (Secom/TJAP) apresentou, nesta segunda-feira (6), o 11º episódio do podcast "Juízo em Saúde", com o tema “Prevenção, adaptação e inclusão: ergonomia e autismo no contexto da saúde e do trabalho”.

A edição, transmitida pelo canal oficial do TJAP no YouTube, integra as ações do Abril Azul, mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), e também abordou a relevância da ergonomia como ferramenta de bem-estar e produtividade.

O programa foi apresentado pelo presidente do CIS-Jus, o desembargador Carlos Tork, pela juíza Alaíde Maria de Paula (Gabinete 01 do Núcleo de Saúde), pela psicóloga Lorena Monteiro e pelo enfermeiro Edinaldo Siqueira. Os convidados da edição foram o fisioterapeuta especialista em osteopatia, Jailson Mathias, e a psicopedagoga Silene dos Santos Mafra.

O desembargador Carlos Tork abriu o programa com ênfase na proposta de diálogo e escuta qualificada. “O Juízo em Saúde é um espaço que, embora interno ao Tribunal, busca colaborar com a saúde e a prevenção de toda a população do Amapá. Neste episódio, nos dedicamos a entender como a neurodivergência se manifesta no ambiente de trabalho e quais adaptações podemos promover para garantir bem-estar e produtividade a todos”, declarou.

 

A juíza Alaíde Maria de Paula compartilhou sua experiência pessoal como avó de uma criança autista não verbal e reforçou a necessidade de empatia. “Precisamos enxergar o ser humano e suas necessidades. A falta de observação e o preconceito ainda são barreiras enormes para famílias que buscam apoio em escolas e serviços. Informar, estudar e agir são os caminhos para minimizar essas dificuldades”, defendeu.

O fisioterapeuta Jailson Mathias explicou como a ergonomia vai além do mobiliário adequado. “A ergonomia para pessoas autistas abrange o ambiente físico e também a comunicação e a organização do trabalho. O trabalho precisa ser adaptado à pessoa, e não o contrário. Se um autista tem hiperfoco em ambiente silencioso, não deve ser colocado junto a grandes ruídos. A ergonomia visa a produtividade e o bem-estar de forma individualizada”, explicou.

 

A psicopedagoga Silene dos Santos Mafra esclareceu o que é o autismo e como identificá-lo no ambiente profissional. “O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento, não uma doença. Caracteriza-se por prejuízos na comunicação, dificuldade de interação social e interesses restritos. No trabalho, a identificação exige observação e empatia: sensibilidade a barulhos, luzes fortes e comportamento mais reservado podem ser sinais. Pausas programadas e comunicação clara ajudam na inclusão”, garantiu.

 

A psicóloga Lorena Monteiro reforçou o papel do setor de saúde do TJAP no acolhimento. “Nosso setor médico e de qualidade de vida está disponível para servidores e magistrados que necessitem de apoio em relação à neurodivergência. Atuamos com líderes para que observem e encaminhem os servidores a uma avaliação multiprofissional, com psiquiatra, psicólogo, nutricionista e fisioterapeuta. O cuidado integral é nossa meta”, afirmou.

 

O enfermeiro Edinaldo Siqueira destacou o significado da prevenção e do movimento no trabalho. “O movimento e a hidratação são cruciais para a saúde física, especialmente em atividades sedentárias. Inserir pausas ativas na rotina é benéfico para todos, inclusive para pessoas neurodivergentes, pois promove descanso mental e renovação de energias. O autoconhecimento e a comunicação das próprias necessidades são passos fundamentais”, concluiu.

 

O episódio também informou sobre a Semana Nacional de Saúde, coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que promove mutirões de julgamento, ações de ergonomia, vacinação, atendimento a populações vulneráveis e atividades no município de Oiapoque para a população indígena.

 

ACESSE AS FOTOS AQUI

 

– Macapá, 6 de abril de 2026 –

 

Secretaria de Comunicação do TJAP
Texto: João Paulo Pennafort
Fotos: Jean Silva
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