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Fator Amazônico: Pesquisa desenvolvida pela advogada Adrianna Ramos é destaque no JudiciRádio Notícias desta quarta-feira (22)

Publicada em 22/04/26 às 13:26h - 88 visualizações

por JudiciRádio


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 (Foto: JudiciRádio)

O programa JudiciRádio Notícias recebeu, nesta quarta-feira (22), a advogada Adrianna Ramos, que apresentou em entrevista os desdobramentos da pesquisa científica publicada pela Revista Diretriz,  com o tema: “Planejamento urbano e violência de gênero: O desenho da cidade e a sensação de segurança das mulheres em Macapá (AP) à luz do fator amazônico”.

Acompanhe o programa na íntegra

O estudo possui uma abordagem interdisciplinar, que articula Direito, Arquitetura e Urbanismo, percepções de gênero e políticas públicas para analisar como fatores como iluminação, mobilidade, infraestrutura e organização dos espaços impactam diretamente a segurança e o cotidiano das mulheres.

Durante a entrevista, a advogada apontou que, em seus mais de 20 anos na carreira, bem como a experiência na Secretaria de Estado de Políticas Públicas para Mulheres e nos quatro mandatos como vereadora de Macapá, proporcionou a ela um olhar diferente sobre as necessidades das mulheres e a efetividade das políticas públicas.

A nossa vida ocorre na cidade que a gente vive. E em Macapá, no que eu já vivi, presenciei, nas mulheres que eu defendi e que, enquanto secretária, acolhemos, nas cidadãs que acompanhamos ao longo da vida, em todas as atividades que nós exercemos, percebemos a importância de ter esse olhar focado no planejamento”, frisou Adrianna.

Também como estudante de Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Amapá (Unifap), Adrianna Ramos pontuou que “planejar a cidade é pensar nos espaços públicos: como vão funcionar, onde vão se instalar, o que terá, o que será necessário ser agregado, mas é pensar também na garantia do direito de nós mulheres. Foi por isso que a gente pensou, segue estudando esse tema que é tão importante”.

Dentre as mudanças do planejamento urbano que visem à garantia do direito de locomoção das mulheres na cidade, a advogada destacou a iluminação pública como a principal delas, uma vez que lugares iluminados permitem prever perigos e dão tranquilidade para caminhar, bem como complementou que a presença da segurança pública, por meio de viaturas policiais paradas em pontos estratégicos, proporciona maior sensação de seguridade.

A pesquisadora lembrou, ainda, do desenvolvimento urbano da cidade ao longo dos anos. Além de desafios históricos, Macapá é um local a ser pensado conforme a realidade da região, em especial de pessoas que vivem em áreas de pontes, de modo a buscar o equilíbrio entre a garantia de dignidade a essa população e o respeito às condições de meio ambiente.

“Quando Macapá começou a ser povoada, quando se pensou naquele plano de diretor (de 2004), que não foi executado, e que a gente verifica como as pessoas começaram a ocupar esses espaços, a gente vê que elas ocuparam porque era perto do seu trabalho, porque era perto de alguma atividade da escola, porque era mais fácil morar ali, mais próximo do centro. Então, tudo isso que é analisado e que a gente precisa atentar para pensar no planejamento urbano”, destacou Adrianna.

Ao final da entrevista, ela recomendou que a gestão pública deve manter um diálogo aberto sobre o desenvolvimento urbano, especialmente na Amazônia, de modo a considerar a segurança de mulheres, crianças e idosos. Embora a tecnologia e as “cidades inteligentes” (centros urbanos que utilizam tecnologia digital para melhorar a qualidade de vida, eficiência operacional e sustentabilidade) sejam importantes, o fator amazônico nunca deve ser esquecido.

“A gente precisa ter a participação de mais arquitetos e urbanistas para pensar a cidade, que é se debruçar, conversar entre si. O que você faz como gestora de uma pasta? O que você faz como titular de outro setor? O que conversa com onde eu atuo? O que eu, enquanto comunidade,posso contribuir com essa administração? Quando se fala em gestões que conversam, em administrações participativas, em pessoas que querem construir um lugar melhor, a gente precisa sempre dialogar e buscar em tecnologia, mas preciso pensar, nunca esquecer, por exemplo, dos saberes ancestrais”, finalizou Adrianna Ramos.

A advogada pretende dar seguimento à pesquisa e focar no planejamento da cidade, com foco em pleitear por estruturas adequadas não só para a segurança das mulheres de Macapá, mas também dos demais municípios do estado.

 

– Macapá, 22 de abril de 2026 –

 

Secretaria de Comunicação do TJAP

Texto: Agnes Matilde

Fotos: Jean Silva

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