

Poder Judiciário no alcance de quem mais precisa. Com esse foco, o programa JudiciRádio Notícias recebeu, nesta quinta-feira (23), o titular do Juizado da Infância e da Juventude – Área de Políticas Públicas e Medidas Socioeducativas, juiz Marcus Quintas. Na oportunidade, o magistrado falou sobre a 152ª Jornada Fluvial Itinerante do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), ação pela qual também coordena e que leva serviços essenciais às comunidades do Arquipélago do Bailique.
Acompanhe o programa na íntegra
Com o objetivo de aproximar a Justiça da população do arquipélago, bem como entender as especificidades e necessidades da localidade, a iniciativa, segundo o juiz, é um projeto antigo que, neste ano, em razão de eventos como Copa do Mundo e eleições, contará com duas edições. A primeira será realizada no período de 3 a 8 de maio, a segunda está prevista para acontecer no final do ano.
“Existe uma população que precisa muito desse serviço. São serviços de cidadania, típicos da justiça, uma realização de audiências concentradas. É realização de todos os serviços que o judiciário oferece: cumprimento de intimações, citações. E a gente trabalha integrado com vários órgãos, uma grande ação social que, hoje, temos aproximadamente 15 órgãos parceiros que participam dessa jornada, envolvendo cerca de 100 pessoas das mais diversas instituições”, destacou o titular do juizado.
Durante a entrevista, o magistrado expressou sua felicidade e orgulho por estar à frente como parte da coordenação da ação, que já foi premiado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio do Prêmio Innovare: “É um trabalho que a gente entende que é fundamental enquanto política pública para o nosso Poder Judiciário”.
Também foi pontuada a necessidade de avaliar os serviços ofertados e buscar novos parceiros, com destaque nos problemas ambientais de salinização da água doce devido à proximidade do Oceano Atlântico com a foz do Rio Amazonas, o que afeta o consumo de água potável e a vida aquática. Além disso, a erosão tem causado o desaparecimento de ilhas. O titular do juizado reitera que, como unidade especializada em políticas públicas, busca acionar os órgãos competentes para encontrar meios de solucionar essas questões.
O juiz também reiterou que a equipe de Comissariado da Infância e da Juventude estará presente para dialogar com a comunidade, a fim de identificar problemas como evasão escolar, déficit de acesso ao ensino, atos infracionais, e exploração infantojuvenil, bem como será feito um diagnóstico para levar as informações às autoridades das áreas de segurança pública, saúde e educação, com a finalidade de garantir um atendimento adequado a essa população.
Ao final da entrevista, o magistrado frisou que, com o propósito de buscar o maior engajamento possível dos moradores e moradoras do arquipélago, as comunidades são amplamente informadas sobre a jornada e os serviços oferecidos, e lembrou que levar a Justiça a locais de difícil acesso é uma engrenagem fundamental para desmitificar a ideia de que o Poder Judiciário é um órgão distante.
“O nosso Judiciário sempre primou por isso: facilitar o acesso do cidadão, a todos os nossos serviços”, finalizou o juiz Marcus Quintas.
– Macapá, 23 de abril de 2026 –
Secretaria de Comunicação do TJAP
Texto: Agnes Matilde
Fotos: Hugo Reis
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