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Diagnóstico precoce e inclusão: especialista aborda o Transtorno do Espectro Autista no JudiciRádio Notícias desta segunda-feira (27)

Publicada em 27/04/26 às 13:09h - 53 visualizações

por JudiciRádio


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apresentadoras posam para a foto ao lado da entrevistada em frente a logo do programa  (Foto: JudiciRádio)

O JudiciRádio Notícias abordou, nesta segunda-feira (27), o Transtorno do Espectro Autista (TEA), com foco na importância da intervenção precoce no desenvolvimento infantil. Durante a programação, a neuropsicopedagoga Hiana Miranda respondeu a perguntas e detalhou aspectos que podem estabelecer a base para o desenvolvimento saudável de pessoas com TEA.

Assista à entrevista na íntegra

“A primeira infância é a base para todas as fases seguintes do desenvolvimento humano”, explicou a especialista. Segundo a convidada, os primeiros sinais de alerta podem surgir ainda nos primeiros meses: “A partir dos seis meses já é possível observar sinais como a ausência de contato visual, sorriso social e dificuldades na comunicação não verbal, como apontar ou compartilhar objetos”.

Durante o bate-papo, a entrevistada destacou dados do censo de 2022 que indicam que cerca de 2,1% das crianças no Brasil possuem diagnóstico de autismo, o que reforça a necessidade de ampliar a informação e a conscientização. “É fundamental informar as famílias e a sociedade sobre esses sinais, pois a intervenção precoce faz toda a diferença no desenvolvimento da criança”, ressaltou.

Hiana Miranda também explicou que o diagnóstico é essencial para o desenvolvimento de habilidades sociais, comunicativas e cognitivas. “É na primeira infância, até os cinco anos, que a criança deve desenvolver orientação social, interesse por pares, comunicação e imitação para se preparar para a escola”, afirmou. No entanto, a neuropsicopedagoga apontou desafios: “Não há profissionais qualificados em quantidade suficiente para atender à demanda, e muitas famílias não conseguem acesso aos tratamentos adequados”.

Como estratégia, a especialista destacou o treinamento parental. “A preparação por pais e cuidadores é uma das abordagens mais eficazes, pois permite que a intervenção aconteça no dia a dia da criança”, afirmou. Ela também enfatizou o papel da escola: “Professores da educação infantil têm uma responsabilidade social importante ao sinalizar quando a criança não está acompanhando o grupo”.

Por fim, a especialista fez um alerta sobre os impactos da ausência de intervenção precoce: “É preocupante ver crianças com oito ou nove anos com lacunas difíceis de reverter, especialmente em habilidades essenciais como brincar, interagir e se comunicar”. Segundo ela, investir nos primeiros anos de vida é fundamental para garantir mais qualidade de vida e inclusão.

 

– Macapá, 27 de abril de 2026 –

 Secretaria de Comunicação do TJAP

Texto: Fernanda Ferreira

Fotos: Hugo Reis

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