

O Projeto “Tecendo Vínculos - A Proteção Integral na Transição Para a Família Adotiva”, tem como objetivo qualificar a atuação das equipes multidisciplinares nas casas de acolhimento, com o propósito de fortalecer a preparação de crianças e adolescentes para a desinstitucionalização e o estágio de convivência com a família adotiva. O Programa JudiciRádio Notícias recebeu, nesta terça-feira (2), as psicólogas do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), Danielle Verde e Juliany Castro, idealizadoras do projeto.
Acesse aqui a íntegra do programa
As profissionais atuam no Núcleo de Atendimento Psicossocial (NAP) do Juizado da Infância e Juventude – Área Cível e Administrativa, sob a titularidade da juíza Stella Ramos. Em entrevista às apresentadoras Alice Valena e Fernanda Ferreira, elas abordaram os desafios envolvidos no projeto, que busca aprimorar o fluxo de informações biopsicossociais, garantindo maior segurança, transparência e efetividade aos processos de adoção.
O projeto capacita os técnicos das casas de acolhimento para que estejam mais preparados para conduzir o processo de transição de crianças e adolescentes encaminhados para adoção. O trabalho se divide em quatro etapas e, nas capacitações iniciais, foram abordados temas como afeto, vínculos emocionais, convivência familiar, acolhimento, traumas e desistência, por meio de palestras e discussões especializadas.
A psicóloga Danielle Verde destacou um dos pontos primordiais do projeto que vai além dos processos jurídicos com escuta qualificada:
“Nós, profissionais da Psicologia, enxergamos além dos documentos e dos dados que nos são apresentados. Por trás deles, existem crianças e adolescentes, vidas que estão institucionalizadas. Essas crianças e esses adolescentes poderão ser adotados ou retornar às suas famílias de origem ou à família extensa, formada por parentes próximos”, destacou a profissional.
As capacitações são fundamentais para os profissionais e técnicos dos centros de acolhimento. Integrantes de uma equipe multidisciplinar, eles acompanham diariamente a rotina de crianças e adolescentes acolhidos e conhecem de perto suas realidades. Esse trabalho na linha de frente é essencial para a produção de informações e avaliações que subsidiam os processos judiciais.
Para a psicóloga Juliany Castro, o Projeto Tecendo Vínculos surgiu a partir da identificação de lacunas existentes nos processos de adoção e da necessidade de fortalecer o preparo de todos os envolvidos nessa trajetória.
“É importante destacar que identificamos também a necessidade de preparar essas crianças e adolescentes para evitar futuras rupturas de vínculos. Além de capacitarmos as pessoas interessadas em adotar, fortalecemos as equipes para que possam oferecer o suporte necessário a esses menores”, ressaltou a servidora.
As psicólogas também explicaram que, no âmbito do Núcleo de Atendimento Psicossocial (NAP) do Juizado da Infância e Juventude – Área Cível e Administrativa, as famílias habilitadas para adoção participam de palestras e capacitações voltadas à compreensão do processo de desinstitucionalização infantojuvenil, o que contribui para uma adaptação mais segura e acolhedora.
Na próxima semana, as profissionais participarão do 31º Encontro Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Enapa), em Florianópolis, onde apresentarão o Projeto Tecendo Vínculos, onde irão compartilhar sua metodologia, suas etapas de execução e os resultados alcançados.
– Macapá, 2 de junho de 2026 –
Secretaria de Comunicação do TJAP
Texto: Alice Valena
Foto: Cybelle Andrade
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